CAIPIRAS

 

 

 

FESTA CAIPIRA

 

 

 

 

 

O QUE É SER CAIPIRA ?

 

O termo caipira (do tupi Ka'apir ou Kaa-pira, que significa "cortador de mato", é o nome que os índios guaianás do interior do estado de São Paulo, no Brasil, deram aos colonizadores caboclos, brancos, mulatos e negros).

 

É também uma designação genérica dada, no Brasil, aos habitantes das regiões situadas principalmente no interior do sudeste e centro-oeste do país. Entende-se por "interior", todos os municípios não pertencem às grandes regiões metropolitanas nem ao litoral).

 

O termo teve sua origem e costuma ser utilizado com mais frequência no estado de São Paulo. Seu congênere em Minas Gerais é conhecido como "capiau" (palavra que também significa "cortador de mato"), no Nordeste do Brasil como "matuto" e no Sul como "colono".

 

ORIGENS CAIPIRAS

 

O núcleo original do caipira foi formado pela Região do Alto Tietê, estão entre as primeiras vilas fundadas no interior de São Paulo, durante o Brasil colonial, e de onde partiram algumas das importantes bandeiras no desbravamento do interior brasileiro. Os bandeirantes embarcavam em canoas, no rio Tietê, na cidade de Porto Feliz naquela região. No quadrilátero formado pelas cidades de Campinas, Piracicaba, Botucatu e Sorocaba, no médio rio Tietê, ainda se preservam a cultura e o sotaque caipiras. Nesta região, o caipira sofreu muitas transformações, influenciado que foi pela maciça imigração italiana para as fazendas de café. Na região norte paulista (de Campinas à Igarapava) povoada posteriormente, no início do século XIX, a presença de migrantes de Minas Gerais foi grande dando outra característica à região. Já o Oeste de São Paulo, de colonização recente (início do século XX), já surgiu com a presença italiana, japonesa, mineira e nordestina, também formando uma cultura bem diferente das regiões mais antigas de São Paulo.

 

 

TIPOS DE CAIPIRA

 

O tipo humano do caipira e sua cultura tiveram sua origem no contato dos colonizadores brancos bandeirantes com os nativos ameríndios (ou gentios da terra, ou bugres) e com os negros africanos escravizados. Os negros de São Paulo eram na sua grande maioria provenientes de Angola e Moçambique, ao contrário dos negros da Bahia na sua maioria provenientes da Costa da Guiné. Assim, o caipira se dividia em quatro categorias, segundo sua etnia, cada uma delas com suas peculiariedades:

 

caipira caboclo:

 

descendente de índios catequizados pelos jesuítas. Nele é que surgiu a inspiração para o personagem Jeca Tatu de Monteiro Lobato e para a criação do Dia do Caboclo, comemorado em 24 de junho, São João Evangelista;

 

caipira negro:

 

descendente de escravos. Foi imortalizado pelas figuras folclóricas da mãe-preta e do preto-velho. É, em geral, pobre. Sofre, até hoje, as conseqüências da escravidão;

 

caipira branco:

 

descendente dos bandeirantes, uma nobreza decaída, mas é, ainda, proprietário de pequenos lotes de terras rurais: os chamados sítios.

 

caipira mulato:

 

descendente de africanos com europeus. Raramente são proprietários. Cornélio Pires os tem como patriotas e altivos.

 

Observação:

 

Cornélio Pires informa, em Conversas ao Pé do Fogo", onde descreve a vida do caipira, que o caipira cafuso é raro no estado de São Paulo.

 

 

 

ALGUNS SINÔNIMOS DA PALAVRA CAIPIRA

 

araruama; babaquara; babeco; baiano; baiquara; beira-corgo; beiradeiro; biriba ou biriva; botocudo; brocoió; bruaqueiro; caapora; caboclo; caburé; cafumango; caiçara; cambembe; camisão; canguaí; canguçu; capa-bode; capiau; capicongo; capuava; capurreiro; cariazal; casaca; casacudo; casca-grossa; catatuá; catimbó; catrumano; chapadeiro; curau; curumba; groteiro; guasca; jeca; macaqueiro; mambira; mandi ou mandim; mandioqueiro; mano-juca; maratimba; mateiro; matuto; mixanga; mixuango ou muxuango; mocorongo; moqueta; mucufu; pé-duro; pé-no-chão; pioca; piraguara; piraquara; queijeiro; restingueiro; roceiro; saquarema; sertanejo; sitiano; tabaréu; tapiocano; urumbeba ou urumbeva.

 

CULTURA CAIPIRA

 

Assim, bastante isolados, geraram uma cultura bem peculiar e localizada, e, por outro lado, preservaram muito da cultura da época em que o Brasil era uma colônia de Portugal. A chamada "cultura caipira" é fortemente caracterizada pela intensa religiosidade católica tradicional, por superstições e pelo folclore rico e variado.

 

O caipira usa um falar, o dialeto caipira que, muitas vezes, preserva elementos do falar do português arcaico (como dizer "pregunta" e não "pergunta") e, principalmente, do tupi e do nheengatu. Nestas duas línguas indígenas não há certos fonemas como o "lh" (ex: palha) e o "l" gutural (ex: animal). Por este motivo, na fala do caipira, a palavra "palha" vira "paia" e "animal" vira algo como "animar". Este modo de falar, o dialeto caipira, é também conhecido como tupinizado ou acaipirado.

 

 

MÚSICA CAIPIRA

 

Sua música é chamada de música caipira, música sertaneja, música de raiz, ou até música do interior, e se caracteriza por sua temática rural, por suas letras românticas e por um canto triste que comove que lembra a senzala e a tapera, mas sua dança é alegre. Entre suas mais destacadas variações, está a moda de viola. A música é geralmente homofônica ou, algumas vezes, no estilo primitivo do organum.

 

VIOLA CAIPIRA

 

Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

 

ORIGEM DA VIOLA CAIPIRA

 

Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

 

TIPOS DE VIOLA

 

Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

 

CARACTERÍSTICAS DA VIOLA

 

A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

 

Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

 

A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

 

Violeiro tocando, obra de Almeida JúniorUma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

 

 

A VIOLA : SÍMBOLO NACIONAL

 

A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

 

No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

 

Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

 

LENDAS E HISTÓRIAS DOS VIOLEIROS

 

Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

 

Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

 

A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

 

Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro.

 

Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida comosimpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

 

 

 

O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no "céu" querem violeiros por lá.

 

Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

 

Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

 

 

 

CAIPIRINHA

 

A caipirinha é uma das bebidas brasileiras mais conhecidas internacionalmente. É feita com cachaça, limão não descascado, açúcar e gelo. No Brasil, é servida na maioria dos bares e restaurantes.

 

Caipirinhas geralmente são preparadas para um copo de cada vez, já que seus ingredientes são em quantidades tão irregulares e não se misturam perfeitamente que é muito complicado fazer uma boa divisão.

 

ORIGEM

 

Pouco se conhece sobre a origem da caipirinha. Muito provavelmente, a mistura de cachaça(Aguardente), limão amassado, açúcar e gelo nasceu no interior de São Paulo. Era considerada um poderoso remédio contra a gripe. Em bares da cidade, a receita vem ganhando novas cores e sabores, com ingredientes cada vez mais surpreendentes. Da fórmula original, considerada um clássico da coquetelaria internacional, apenas o açúcar e o gelo permanecem intocáveis. Aos poucos, a cachaça perdeu espaço para a vodca, o rum e o saquê, ao gosto do freguês.

 

O limão vez por outra dava lugar a frutas tradicionais, como o morango, o maracujá ou a lima-da-pérsia. Mas a imaginação dos barmen voou ainda mais alto. No moderninho Tostex podem-se provar caipirinhas de saquê com lichia, uma frutinha chinesa, ou de carambola com manjericão. Até a laranja e a jabuticaba, geralmente desprezadas, são lembradas no Barnaldo Lucrécia. Virou moda também juntar duas, três ou até quatro frutas no mesmo copo. Bom exemplo é a caipirinha de frutas vermelhas, uma combinação de amora, morango e framboesa.

 

COMO FAZER CAIPIRINHA

 

Caipirinha é feita com cachaça (ara a versão feita com vodka, veja Caipiroska);

 

Corta-se o limão (descascado ou não) em rodelas ou pedaços;

 

Colocam-se os pedaços ou rodelas de limão e duas a três colheres (sopa) de açúcar;

 

Esmaga-se com um socador apenas para liberar o suco do limão; socadores, ou pilões, de madeira especiais para essa tarefa são fáceis de ser encontrados;

 

Adiciona-se gelo (em cubo, e não granizado, pois o gelo picado derrete muito rápido e estraga a caipirinha); Finalmente, coloca-se a cachaça.

 

Observação.: Deve-se de misturar pouco o drink, assim o açúcar fica concentrado no fundo, para que a pessoa que vai beber, adoce o quanto gosta. Se ela gosta de mais doce, deve mexer mais o drink, se ela gosta mais amargo, não deve mexer.

 

 

Como servir

 

O drinque é servido em copos baixos e largos, podendo acompanhar um pequeno canudo ou palitos de madeira.

 

Caipirinha no mundo

 

Gozando de grande popularidade mundo afora, inúmeras variações dessa bebida são conhecidas. Em algumas regiões, açúcar mascavo é usado em vez do refinado. Mesmo no Brasil, podem ser encontradas variantes com adoçantes artificiais para os preocupados com o açúcar, ou com uma grande variedade de frutas.

 

Além disso, a cachaça algumas vezes é substituída por vodca (caipiroska, marca registrada pela Smirnoff), Licor Beirão (conhecido por caipirão), ou rum (caipiríssima, marca registrada pela Bacardi). "Caipirinhas" de saquê ou vinho (caipivinho) também são feitas. Em Cabo Verde, a caipirinha é também preparada com grogue, uma bebida forte local.

 

Na região Sul do Brasil, mais especificamente na cidade de Maringá, a caipirinha recebe o nome de Chimboca, o método de preparo é um pouco diferente dos métodos convencionais, onde a mesma é preparada dentro do copo, com o limão cortado em rodelas, e com uma quantidade considerável de açúcar, dando um toque mais suave de aguardente, tornando mais suave e agradável ao paladar.

 

Legislação

 

De acordo com o Decreto nº 4.851, de 2003, o parágrafo 4 diz o seguinte: Caipirinha é a bebida típica brasileira, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida exclusivamente com cachaça, acrescida de limão e açúcar.

 

 

O CAIPIRA DE MONTEIRO LOBATO

 

O caipira foi estigmatizado por Monteiro Lobato, que conheceu apenas o caipira caboclo, tomando-o como paradigma e protótipo de todos os caipiras.

 

O cineasta Amácio Mazzaropi criou uma personagem, nos anos de 1950, que fez muito sucesso no cinema brasileiro: O Jeca, inspirado no caipira branco (Mazzaropi tinha ascendência italiana).

 

O cartunista Maurício de Sousa também tem um personagem caipira nas histórias da Turma da Mônica que é o Chico Bento: um menino caipira que representa o confronto da cultura caipira com a urbanização do Brasil.

 

Notável é o fato de as falas nas historietas em quadrinhos do Chico Bento serem escritas no dialeto caipira, em vez do português culto, contudo as falas se tornam justificáveis por serem utilizadas em negrito, tecnicamente o erro ficaria subentendido.

 

O caipira foi retratado com precisão e maestria pelo pintor José Ferraz de Almeida Júnior nas suas obras-primas "caipira picando fumo" e "violeiro".

 

O maior estudioso do caipira foi Cornélio Pires que compreendeu, valorizou e divulgou a cultura caipira nos centros urbanos do Brasil. Cornélio Pires em sua obra "Samba e Cateretês", registrou inúmeras letras de música caipiras, que ouviu em suas viagens, e que sem esta obra, teriam caido no esquecimento.

 

Cornélio Pires registrou também a influência da imigração italiana entrando em contato com o caipira. Cornélio Pires também registrou os termos caipiras mais usados em us "Dicionário do Caipira" publicado na obra "Conversas ao pé do Fogo".

 

Cornélio Pires foi o primeiro que lançou, em discos de 78 Rpm, a música caipira, hoje chamada de "música de raiz", em oposição à música sertaneja e produziu cerca de 500 discos em 78 rpm.

 

 

 

CHICO BENTO

 

Chico Bento (Carlos Antonio Felicio Teodoro) é personagem principal da Turma do Chico Bento, criada pelo cartunista brasileiro Maurício de Sousa.

 

Chico foi criado em 1961, inspirado num tio-avô de Maurício, morador de Santa Branca, no Vale do Paraíba, São Paulo. Estreou em 1963, numa tirinha que era estrelada por Hiroshi e Zezinho (hoje Hiro e Zé da Roça)[1].

 

 

Descrição

 

Chico é um típico caipira brasileiro, andando descalço, com chapéu de palha e vivendo na roça. Ele adora pescar e nadar no rio.

 

Mora com os pais, Seu Bento e Dona Cotinha, em um sítio nas cercanias da fictícia Vila Abobrinha, no interior de São Paulo. Possui uma avó paterna, Vó Dita, contadora de "causos" e de histórias foclóricas, envolvendo lendas, tais como a Mula-sem-cabeça, o Saci, o Lobisomem, o Curupira, entre outras.

 

Além de sua namorada, Rosinha, aparecem em suas histórias: seu primo Zé Lelé (nada é dito tratar-se de primo paterno ou materno), Zé da Roça, Hiro,Anjo Gabriel(o anjo da guarda do Chico) ,Dona Marocas (a professora), Nhô Lau (dono da goiabeira ), seu primo da cidade Zeca, e outros.

 

Em duas histórias, foi mostrado o nascimento da irmã do Chico, Mariana. Mas esta morreu na mesma história, tornando-se uma estrela. Ela volta na 2ª historia, "Um presente de uma estrelinha", como estrela para conversar com Chico em seu aniversário. No final da história, vemos o futuro, em que Mariana ressuscita como filha do Chico e da Rosinha.

 

A personagem chegou a provocar polêmica nos anos 80, uma vez que os diálogos tentam reproduzir o dialeto caipira, em vez da norma culta do português.

 

É a personagem principal de um dos universos criados por Maurício. Diferente de outros personagens de Maurício, Chico Bento sempre foi caracterizado em idade escolar, chegando a freqüentar uma escola em suas histórias, apesar de não poder ser considerado um aluno exemplar, pois se atrasa, esquece os deveres, cria histórias de pescador, além de tirar notas baixas.

 

Chico Bento tem sua própria revista em quadrinhos e também aparece em desenhos animados lançados em VHS e DVD, também com dublagem no dialeto caipira.

 

Seus desenhos fazem muito sucesso na Itália, onde os shows de Mônica dobravam a audiência com suas histórias, e causaram polêmica em Cingapura, pois os radicais islâmicos protestaram sobre ele nadar nu, de forma que as imagens tiveram de receber leve censura).

 

Chico Bento, criado em 1961, teve como modelo um tio-avô de Mauricio, sobre quem ele ouvia muitas histórias contadas pela sua avó.

 

Em 26 de agosto de 1982, foi lançada a primeira revista, onde a Turma da Roça, entre eles a Rosinha, namorada do Chico Bento, o Zé Lelé, Hiro, o Zé da Roça, a professora Dona Marocas, o padre Lino e vários outros personagens vivem divertidas histórias num ambiente gostoso e pacato do interior

 

 

Primo do Chico Bento

 

O Chico possui um primo que mora na cidade. Chama-se Zeca. Junto ao personagem também tem os pais. Ele pode aparecer em algumas histórias. O primo já estreou em alguns desenhos.

 

O primo do Chico mora num apartamento de uma cidade. Quando o Chico Bento vai à cidade visitar o primo, acha que é tudo do jeito que viu na fazenda. Já quando o primo vai à roça, acha que é igual à cidade.

 

Os pais de Zeca não têm nome e já mudaram de aparência várias vezes, em diversas histórias. Zeca é sempre denominado nas histórias como "Primo" e raramente é chamado pelo seu nome.

 

 

 

JECA TATU

 

Jeca Tatu é um personagem criado por Monteiro Lobato em sua obra Urupês, que contém 14 histórias baseadas no trabalhador rural paulista. Simboliza a situação do caboclo brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças seu atraso e à indigência.

 

"Jeca Tatu não é assim, ele está assim".

 

A frase de Monteiro Lobato, sobre um dos seus mais populares personagens, refere sua obra para além das estórias infantis e incomoda a elite intelectual da época, acostumada a uma visão romântica do homem do campo. Jeca Tatu, um caipira de barba rala e calcanhares rachados – porque não gostava de usar sapatos, era pobre, ignorante e averso aos hábitos de higiene urbanos. Morava na região do Vale do Paraíba (SP), distinta por seu atraso.

 

O trabalho do escritor voltado para várias questões sociais, dentre elas a saúde pública no país, repercute na política e na campanha sanitarista da década de 1920, denunciando a precariedade da saúde das populações rurais, com impacto na redefinição das atribuições do governo no campo da saúde.

 

Num primeiro momento, em artigos publicados no jornal O Estado de São Paulo, (1914), Lobato pensa o caboclo como uma praga nacional: funesto parasita da terra (...) homem baldio, inadaptável à civilização (...), responsabilizando-o pelos problemas da agricultura.

 

A história do Jeca Tatu relaciona-se com a de Lobato. Segundo seus biógrafos, em 1911 ele herda do avô a fazenda Buquira, no Vale do Paraíba (SP), tornando-se fazendeiro. Desentende-se com empregados e cria uma figura desqualificada do caipira, considera-o preguiçoso demais para promover melhorias no seu modus vivendi.

 

No entanto, no bojo das campanhas sanitaristas, Monteiro Lobato modifica sua análise do problema: Pobre Jeca. Como és bonito no romance e feio na realidade., transformando-o num novo símbolo de brasilidade. Não por acaso, em 1924, foi criado o personagem radiofônico Jeca Tatuzinho, que ensinava noções de higiene e saneamento às crianças.

 

 

 

CABOCLO . O DIA DELE:

 

Comemorado no Brasil em 24 de junho, três dias antes do Dia do Mestiço. O caboclo, caboco ou mameluco, vem da miscigenação de indígenas com brancos.

 

A miscigenação é o resultado da mistura de grupos etnorraciais diferentes. Os brasileiros passaram por essa mestiçagem desde a época da colonização - vide Caramuru. Estudos genéticos indicam que a maior parte da população brasileira descende de índios e brancos, embora nem todos se assumam como mestiços ou saibam de sua origem nativa.

 

Como os colonizadores europeus geralmente vinham para o Brasil sozinhos, uniram-se às aborígines. A busca por mulheres nativas era tão comum, que o fundador da cidade de Santarém (PA), um padre chamado João Felipe Betendorf, confinava as índias solteiras em uma espécie de curral, por um período de tempo, sob pretexto religioso, mas o real motivo era protegê-las do colonizador branco.

 

Mulheres indígenas, porém, freqüentemente uniam-se aos brancos espontaneamente, ou oferecidas por líderes indígenas (prática conhecida como cunhadismo). Ao longo do século XVIII, o homem branco europeu também percorreu a região sul e encontrou muitas tribos indígenas em seu caminho.

 

A miscigenação de brancos e índios foi inevitável. A tradição agrícola e extrativista dos indígenas foi legada ao caboclo, que manteve o mesmo apego à terra de seus antepassados e que na Amazônia forma a maioria da população parda e ribeirinha. A maioria dos brasileiros descende de nativos e/ou africanos, além de europeus, fato que dificultou prática de racismo no país e criou na população uma visão positiva da mestiçagem.

 

O deputado Athie Coury, do MDB (SP), propôs esta data em âmbito nacional em 1967. Em 2007, após aprovação e sanção do projeto de lei do deputado Luiz Castro, do PPS (AM), que atendia demanda popular e de organizações do movimento mestiço, entre eles o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, o Dia do Caboclo passou a fazer parte do calendário oficial do Estado do Amazonas.

 

 

 

O CATIRA

 

Catira ou cateretê é uma dança do folclore brasileiro, em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos.

 

De origem híbrida, com inflências indígenas, africanas e européias, a catira (ou "o catira") tem suas raízes em Mato Grosso, Goiás e norte de Minas. A coreografia é executada a maioria das vezes por homens (boiadeiros e lavradores) e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda.

 

É uma dança típica do interior do Brasil, principalmente na área de influência da cultura caipira (Mato Grosso, norte do Paraná, Minas Gerais, Goiás e partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul).

 

A coreografia da catira é quase sempre fixa, havendo poucas variações de uma região para outra. Normalmente é apresentada com dois violeiros e dez dançadores.

 

 

CATIRA : ORIGEM

 

Diversos autores, entre eles Mario de Andrade, nos contam que a catira (no Brasil, se originou entre os índios e que o Padre José de Anchieta, entre os anos de 1563 e 1597, a incluiu nas festas de São Gonçalo, de São João e de Nossa Senhora da Conceição, da qual era devoto. Teria Anchieta composto versos em ritmo de catira para catequizar índios e caboclos e a considerada própria para tais festejos, já quer era dançada somente por homens, fato que se observa, ainda hoje, em grande parte do país. Atualmente, ela é dançada também por homens e mulheres ou só por mulheres.

 

Há, porém, os que dizem que ela veio da África junto com os negros e outros acham que é de origem ibérica. O certo é que ela adquiriu características desses três grupos citados, podendo até ter recebido influências de outros povos que para o Brasil imigraram.

 

 

CATIRA : EVOLUÇÃO

 

A Catira em algumas regiões é executada exclusivamente por homens, organizados em duas fileiras opostas. Na extremidade de cada uma delas fica o violeiro que tem à sua frente a sua “segunda”, isto é, outro violeiro ou cantador que o acompanha na cantoria, entoando uma terça abaixo ou acima. O início é dado pelo violeiro que toca o “rasqueado”, toques rítmicos específicos, para os dançarinos fazerem a “escova”, bate-pé, bate-mão, pulos.

 

Prossegue com os cantadores iniciando uma moda viola, com temática variada em estilo narrativo, conforme padrão deste gênero musical autônomo. Os músicos interrompem a cantoria e repetem o rasqueado. Os dançarinos reproduzem o bate-pé, bate-mão e os pulos. Vão alternando a moda e as batidas de pé e mão. O tempo da cantoria é o descanso dos dançarinos, que aguardam a volta do rasqueado.

 

Acabada a moda, os catireiros fazem uma roda e giram batendo os pés alternados com as mãos: é a figuração da “serra abaixo”, terminando com os dançarinos nos seus lugares iniciais. O Catira encerra com Recortado: as fileiras, encabeçadas pelos músicos, trocam de lugar, fazem meia-volta e retornam ao ponto inicial. Neste momento todos cantam uma canção, o “levante”, que varia de grupo para grupo. No encerramento do Recortado os catireiros repetem as batidas de pés, mãos e pulos.

 

 

O CATERETÊ

 

O Cateretê é uma das danças mais genuinamente brasileira. É de origem indígena, tal qual o seu próprio nome, tirado da língua Tupi. É uma espécie de sapateado brasileiro executado com "bate-pé" ao som de palmas e violas. Tanto é exercitado somente por homens, como também por um conjunto de mulheres.

 

O Cateretê é conhecido e praticado, largamente, no interior do Brasil, especialmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e, também, em menor escala, no Nordeste. Em Goiás é denominado "Catira".

 

Indumentária:

 

os homens usam trajes comuns de passeio: sapatos, calças, paletós, camisa e gravata. Quando composto também de mulheres, estas usam igualmente indumentária comum.

 

Instrumentos musicais:

 

violas, batidas das mãos (palmas) uma contra a outra.

 

COREOGRAFIA :

 

é interessante a coreografia registrada por Rossini Tavares de Lima, em seu livro "Melodia e Ritmo no Folclore de São Paulo", assim apresentada:

 

"Para começar o Cateretê, o violeiro puxa o rasqueado e os dançadores fazem a "escova", isto é, um rápido bate-pé, bate-mão e seis pulos. A seguir o violeiro canta parte da moda, ajudado pelo "segunda" e volta ao "rasqueado". Os dançadores entram no bate-pé, bate-mão e dão seis pulos. Prossegue depois o violeiro o canto da Moda, recitando mais uns versos, que são seguidos de bate-pé, bate-mão e seis pulos. Quando encerra a moda, os dançadores após o bate-pé- e bate-mão, realizam a figura que se denomina "Serra Acima", na qual rodam uns atrás dos outros, da esquerda para a direita, batendo os pés e depois as mãos. Feita a volta completa, os dançadores viram-se e se voltam para trás, realizando o que se denomina "Serra Abaixo", sempre a alternar o bate-pé e o bate-mão. Ao terminar o "Serra Abaixo" cada um deve estar no seu lugar, afim de executar novamente o bate-pé, o bate-mão e seis pulos".

 

"O Cateretê encerra-se com o Recortado, no qual as fileiras trocam de lugar e assim também os dançadores, até que o violeiro e seu "segunda" se colocam na extremidade oposta e depois voltam aos seus lugares. Durante o recortado, depois do "levante", no qual todos levantam a melodia, cantando em coro, os cantadores entoam quadrinhas em ritmo vivo. No final do Recortado, os dançadores executam novamente o bate-pé, o bate-mão e os seis pulos.

 

Origem:

 

Indígena

 

Data de registro:

 

meados do século XX (~1950)

 

 

 

NHEENGATU

 

O nheengatu, também conhecido como nhengatu, língua geral da Amazônia, ou ainda pelo nome latino lingua brasilica, é uma língua do Tronco tupi, da família Tupi-Guarani. É a língua materna de parte da população cabocla do interior amazônico, além de manter o caráter de língua de comunicação entre índios e não-índios, ou entre índios de diferentes línguas.

 

Constitui, ainda, um instrumento de afirmação étnica dos povos que perderam suas línguas, como os Baré, os Arapaço e outros. Há também reduzidos grupos de falantes nas areas limítrofes da Colômbia e Venezuela. É uma língua artificial[1] que originou-se a partir do século XVII no Pará e Maranhão, como lingua franca[2] criada pelos jesuítas portugueses a partir do vocabulário e pronúncia tupinambás, que foram enquadrados em uma gramática modelada na portuguesa. Para conceitos e objetos estranhos à língua emprestaram-se inúmeros vocábulos do português e espanhol. A essa mistura deu-se o nome ie’engatu, que significa "língua boa".

 

Em seu auge, chegou a ser a língua dominante do vasto território brasileiro em conjunto com sua irmã idiomática, a língua geral paulista, sendo usada não apenas por índios e jesuítas, mas também como língua corrente de muitos colonos de sangue português. Entretanto, entrou em declínio a partir do século XVIII, com o aumento da imigração portuguesa, e sofreu duro golpe em 1758 ao ser banida pelo Marquês de Pombal, por ser associada aos jesuítas, os quais haviam sido expulsos dos territórios dominados por Portugal.

 

O declínio do nheengatu na Amazônia se intensificou com a chegada de imigrantes nordestinos, falantes do português.

 

É surpreendente que a língua ainda sobreviva, mesmo de forma severamente diminuída, o que, contudo, evidencia sua vitalidade, ainda mais tendo em vista que seu uso foi reprimido durante séculos e que os povos oriundos do Alto Rio Negro inicialmente falavam idiomas indígenas muito distantes do nheengatu. Depois de tantos séculos, a língua ainda é falada por cerca de oito mil pessoas no Brasil, Venezuela e Colômbia[3]. No presente, o ensino de uma variação do nheengatu foi oficializado no município brasileiro de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas.

 

Além da anteriormente mencionada língua geral paulista, agora extinta, o nheengatu é bastante relacionado com o tupi antigo, também extinto, e com o guarani paraguaio, que longe de estar extinto é o idioma mais falado naquele país, assim como uma de suas línguas oficiais. Segundo algumas fontes, o nheengatu e guarani paraguaio chegam a ser mutuamente compreensíveis.

 

 

FORRÓ

 

Forró é uma festa popular brasileira, de origem nordestina e é a dança praticada nestas festas, conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, forrobodó. No forró, vários ritmos musicais daquela região, como baião, há quadrilha, o xaxado e o xote, são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro (tocador de acordeão -- que no forró é tradicionalmente a sanfona de oito baixos), um zabumbeiro e um tocador de triângulo.

 

O forró possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses e com o balançar dos quadris dos africanos. A dança do forró tem influência direta das danças de salão européias.

 

Conhecido e praticado em todo o Brasil, o forró é especialmente popular nas cidades brasileiras de Campina Grande, Caruaru, Arcoverde, Mossoró, e Juazeiro do Norte, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió, Recife, São Luís e Teresina onde são promovidas grandes festas.

 

 

MÚSICA CAIPIRA OU SERTANEJA

 

No Brasil, denomina-se música sertaneja o estilo musical autoproclamado herdeiro da "música caipira" e da moda de viola, que se caracteriza pela melodia simples e melancólica; muitas vezes é chamada de música do interior. Hoje em dia, o termo música sertaneja vem, aos poucos, sendo substituído pelo termo música country devido à influência da música country norte-americana que a indústria brasileira está usando como novo segmento comercial na televisão e na indústria de gravação.

 

O adjetivo "sertanejo", originalmente, refere-se à cultura nordestina, do interior, que encontrou vegetação e clima hostis, além da dominação política dos "coronéis", obrigando a desenvolver uma cultura de resistência, do matuto, legitimamente sertanejo, conhecedor da caatinga. Difere-se da cultura caipira, originária na área que abrange o interior de São Paulo e os Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ali se desenvolveu uma cultura do colono que encontrou abundância de águas, terra produtiva e um clima mais ameno, típico do cerrado.

 

É conhecida como "Caipira" ou "sertaneja" a execução composta e executada das zonas rurais, do campo, a antiga Moda de viola. Os caipiras, ou sertanejos, às vezes duplas ou solo, utilizavam instrumentos artesanais e típicos do Brasil-colônia, como viola, acordeão e gaita. Cornélio Pires é o primeiro grande promotor desta música, foi ele o primeiro a conseguir, em 1928, que este estilo entrasse para a discografia brasileira, sendo considerado o precursor dos sertanejos da chamada cultura de massa. Ele gravou vários discos e popularizou a música caipira no Brasil.

 

 

 

MÚSICA CAIPIRA

 

No entanto, a partir da década de 1980, tem início uma exploração comercial massificada do estilo "sertanejo", somado, em muitos casos, à uma releitura de sucessos internacionais e mesmo da Jovem Guarda. Surgem inúmeros artistas, quase sempre em duplas, que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa. Esses artistas passam a ser chamados de "duplas sertanejas". Começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno, que alcança o seu auge entre 1988 e 1990.

 

Em seguida, começa uma decadência do estilo na mídia. A música sertaneja perde bastante popularidade, mas continua sendo ouvida principalmente nas áreas rurais do Centro-Sul do Brasil.

 

No entanto, no início da década de 2000, inicia-se uma espécie de "revival" desse estilo, principalmente devido ao sucesso de duplas, como Bruno & Marrone, Edson & Hudson e, mais tarde,Cesar Menoti e Fabiano,Victor & Leo e Guilherme & Santiago, e sua ampla divulgação na mídia, sobretudo a televisiva.

 

Ao longo dessa evolução, evitou-se cuidadosamente o termo "caipira", que era visto com preconceito nas cidades grandes. O estilo "sertanejo", ao contrário da música caipira, tem pouca temática rural para poder agradar a habitantes de cidades grandes.

 

A MÚSICA DE RAIZ

 

A música rural que mantém seus temas, (feita por Cornélio Pires, João Pacífico, Tonico & Tinoco, Alvarenga & Ranchinho, Pena Branca & Xavantinho, Zé Fortuna & Pitangueira, entre outros), para se diferenciar da música sertaneja, passa a se denominar então de "música de raiz", querendo dizer, com isso, que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais, à moda de viola e à terra, ao sertão, pois o termo "bens de raiz" significa as propriedades agrícolas.

 

Recentemente (1999) , o compositor Renato Teixeira compôs a música "Rapaz Caipira", como crítica aberta à "música sertaneja" e fazendo renascer a expressão "música caipira".

 

SUBGÊNEROS DA MÚSICA SERTANEJA

 

A Música Sertaneja, assim como vários outros estilos de música, pode ser subdivido em vários sub-gêneros, alguns até mesmo muito diferentes entre si.Entre os principais estão:

 

Música Sertaneja Caipira ou de Raiz ;
Música Sertaneja Romântica ;
Música Sertaneja Country .

 

 

CAUSOS E CONTOS

 

Também é típico do caipira os "causos", (historietas contadas através de pai para filho durante séculos), que o caipira gosta de contar.

 

 

FOLIA DE REIS

 

Folia de Reis é um festejo de origem portuguêsa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.

 

ORIGENS

 

Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três "Reis Magos", denominados Melchior, Baltazar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.

 

Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.

 

Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos. Trata-se de uma tradição originária de Portugal que ganhou força especialmente no século XIX e mantem-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, dentre outros.

 

Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.

 

 

O TERMO ' REIS'

 

No Brasil a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o dia de Reis, é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e da acordeon, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode.

 

Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.

 

As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões.

 

Grupos incrementados

 

Uma das formas de sobrevivência da manifestação folclórica, especialmente nas grandes cidades, foi a incorporação nos Ternos de elementos figurativos, com a finalidade de promover apresentações para turistas.

 

Canções

 

Em algumas regiões as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. Isto ocorre quase sempre porque o ritmo ganhou, ao longo do tempo, contornos de origens africanas com fortes batidas e com um clímax de entonação vocal. Contudo, um componente permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder (ou Capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde a Folia agradece as doações e a acolhida, e se despede.

 

DIA DE REIS

 

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "uns magos" que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

 

Histórico

 

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Melquior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

 

 

Tradições

 

Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim (erva) antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer Bolo-Rei, no interior do qual se encontra uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deve "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte.

 

 

O CANTAR DOS REIS

 

O cantar dos reis é uma antiga tradição celebrada no dia de Reis. Grupos chamados de "reiseiros", agrupavam-se conforme a categoria profissional para as celebrações: Viam-se troupes dos caixeiros, de limpadores de chaminés, de feirantes, de instrumentistas, de doutores, de moradores, e até de estrangeiros qe invocavam os reis Magos. Durante a noite do dia 6 de Janeiro estes grupos percorriam as ruas da cidade dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas.

 

Em 1882, pelos Reis, há noticia de que "nas ruas da cidade arruavam zabumbas, ferrinhos e as gaita-de foles anazaladas, exclusivas dos carrejões galegos". Durante as celebrações tinha lugar uma pantomina e uma espécie de auto dos Reis.

 

 

REISADO

 

Reisado é uma dança popular profano-religiosa, de origem portuguesa, com que se festeja a véspera e o Dia de Reis. No período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, um grupo formado por músicos, cantores e dançarinos vão de porta em porta anunciando a chegada do Messias e fazendo louvações aos donos das casas por onde passam e dançam.

 

O Reisado é de origem portuguesa e instalou-se em Sergipe no período colonial. Atualmente, é dançado em qualquer época do ano, os temas de seu enredo, variam de acordo com o local e a época em que são encenados, podem ser: amor, guerra, religião entre outros.

 

O Reisado se compõe de várias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, ganzá, zabumba, triângulo e pandeiro.

 

 

 

 

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